Neste fim de semana que se passou, um conhecido meu, teve um Casamento Supresa... é sério, o fato foi para até nos jornais, isso aconteceu lá no Jardim Roriz, na Casa da Benção, vale a pena ler a matéria do Correio Brraziliense (Publicação: 30/05/2011 07:28):
"Enganado" pela noiva, noivo descobre minutos antes que vai se casar Em Planaltina, um casamento inusitado emocionou os frequentadores de uma igreja evangélica: Carlos Henrique de Jesus foi à cerimônia "enganado" por Marilene Batista, sem saber que a união a ser abençoada pelo pastor era a deles dois, que já se relacionam há 25 anos
"Enganado" pela noiva, noivo descobre minutos antes que vai se casar Em Planaltina, um casamento inusitado emocionou os frequentadores de uma igreja evangélica: Carlos Henrique de Jesus foi à cerimônia "enganado" por Marilene Batista, sem saber que a união a ser abençoada pelo pastor era a deles dois, que já se relacionam há 25 anos
O casamento de papel passado ou no religioso está cada vez mais raro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o total de matrimônios caiu. Em 2009, foram 935.116, contra 959.901 no ano anterior. Uma redução de 2,3%. Mas ainda há gente que não dispensa o compromisso formalizado. É o caso da empregada doméstica Marilene Batista, 41 anos. Tão consistente era seu sonho de um casamento civil e na igreja que ela não pensou duas vezes e carregou o amado para o altar, sem aviso prévio.No sábado à tarde, essa baiana de 1,47m e 40kg, mobilizou o Jardim Roriz, em Planaltina, a fim de fazer uma surpresa para Carlos Henrique de Jesus, 41 anos. Com a justificativa de que seria padrinho, o moço caminhou lentamente pelo tapete vermelho da igreja evangélica Casa da Bênção, uma construção simples de 200m² com telhado de zinco, janelas de vitrais coloridos e ornamentada com lírios e rosas de plástico.
O trabalhador terceirizado do Banco Central nem imaginava que dali a 10 minutos teria de responder ao decisivo sim ou não do “até que a morte os separe”. “Quero ver a cara que ele vai fazer”, divertia-se a dona da ideia enquanto arrumava os cabelos em um salão a 5 quilômetros da igreja. Compartilhavam de sua expectativa todas as 120 pessoas que lotaram o espaço da cerimônia para ver a reação de Carlos.
Na prática, o romance entre Marilene e Carlos já tem status de bodas de prata: eles estão juntos há 25 anos e já têm dois filhos — Adriano, 20 anos, e Débora,10. Uma família de pouca altura e muita atitude, principalmente do lado da mãe. Conhecida como uma “baixinha espoleta”, Marilene vem organizando o casamento sozinha, desde outubro do ano passado, período em que conseguiu arrecadar cerca de R$ 2.500 para as despesas. Os padrinhos contribuíram com o que puderam. A patroa, Cirlene Valentim, ficou responsável pelo vestido, enquanto os pastores também ajudaram. Até Carlos, sem saber, investiu na empreitada. Nos últimos tempos, a companheira pedia dinheiro para comprar um presente e nunca dizia o que era. A noiva ainda ficou de pagar R$ 200 ao cabeleireiro no mês que vem. Mas nada lhe tirou a felicidade de realizar o casamento.
Sim ou não
A Carlos, Marilene disse que precisava trabalhar no fim de semana e não iria chegar a tempo à igreja para cumprir o papel de madrinha. O jeito foi acompanhar Leiliane Lopes, o “falso” par. O relógio marcava 20h quando o pastor João Machado ramos iniciou um discurso bíblico para explicar a importância do casamento aos olhos de Deus e, logo em seguida, falou sobre as pessoas que têm coragem de realizar os sonhos. Carlos não prestava muita atenção: mãos cruzadas, polegares inquietos, coçava a testa, mexia os pés. “Pensava onde estaria minha baixinha”, explicou, após a surpresa da cerimônia.
Num determinado momento, o falso padrinho começou a perceber semelhanças entre a história que o pastor contava e a sua. De repente, ele ouviu, maneira enfática, o pastor pronunciar o nome de Marilene Batista. A mulher o convidava a casar-se novamente (em 2005, eles oficializaram a união no civil), agora no ambiente religioso. Surpreso, o noivo mal conseguia sair do lugar quando se deu conta. Colocou as mãos no rosto e, paralisado, tentou esconder as lágrimas. No primeiro instante, os convidados riram. A seguir, experimentaram uma dúvida: o choro de Carlos seria de desespero, tristeza ou alegria? Logo perceberam que se tratava da última opção.
Sem dizer uma palavra e com ajuda do mentor da celebração, Carlos dirigiu-se, então, ao corredor, com passos apertados e olhos baixos. Ao som da tradicional Marcha Nupcial, as portas em vidro fumê foram abertas. De lá, acompanhada pelo filho Adriano, surgiu a mais que esperada noiva. Pontualmente às 20h20, o encontro no tapete vermelho foi selado com um apaixonado beijo de amor, um gesto repetido diariamente, mas que, na noite de sábado, revestia-se do clima de renovação.
Ajoelhado em almofadas brancas, o casal ouviu conselhos sobre o cotidiano do casamento e a importância de um cuidar do outro. O pastor acentuou que os dois não devem se esquecer de manter a conquista da época de namoro: jantares, presentes e flores. “Ai, meu Jesus!”, Carlos olhou para cima e suspirou baixinho. As antigas alianças foram polidas e colocadas, como novas, no dedos anelares de ambos, já marcados pelo tempo.
Ao fim da cerimônia, o pastor aumentou o tom de voz e bradou: “Sejam felizes para sempre”. Marilene deu pulos de alegria: missão cumprida. Carlos, discreto, sorriu. Aos convidados, foi oferecida uma saborosa galinhada, no quintal da igreja. Sobre a lua de mel, a recém-casada disse fazer questão de desfrutar. Dessa vez, é tudo por conta do marido. Se ele sabia ou não desse outro detalhe, é outra história.
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Juntos é melhor
Pesquisadores da La Tobe University, na Austrália, observaram que casamento faz bem para a saúde. A pesquisa mostrou que as ligações sociais, românticas ou não, podem ajudar na prevenção e até no tratamento de doenças, como a depressão. Em estudos feitos com mais de 10 mil mulheres e homens casados, a equipe da universidade acompanhou a saúde dos casais durante 15 anos e chegou à conclusão de que vivem mais.
Pesquisadores da La Tobe University, na Austrália, observaram que casamento faz bem para a saúde. A pesquisa mostrou que as ligações sociais, românticas ou não, podem ajudar na prevenção e até no tratamento de doenças, como a depressão. Em estudos feitos com mais de 10 mil mulheres e homens casados, a equipe da universidade acompanhou a saúde dos casais durante 15 anos e chegou à conclusão de que vivem mais.

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